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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Oficinas no Rock na Floresta 3

Tana Halú e eu estivemos em São João da Baliza neste final de semana para ministrar uma oficina de confecção de bonecos com masinha de modelar e de criação literária em blogs .




O Município do sul de Roraima, como escrito no post anterior, fica a 320 tortuosos, esburacados e difíceis de trafegar quilômetros de Boa Vista. Total da viagem: 740 tortuosos, esburacados e difíceis de trafegar quilômetros.

As oficinas do Rock na Floresta 3, evento promovido pelo curso de Engenharia Florestal da Universidade Estadual de Roraima, foram bem legais

Tana Halú saiu de Boa Vista na sexta-feira, por volta das 20h, e chegou em São João às 4 da matina.   Logo depois estava fazendo seus bonecos. O que era para ser uma oficina apenas, virou duas. O povo adorou.





Eu saí de Boa Vista no sábado às 9h30 e cheguei lá por volta das 14h.  No meu caso, foi descer, almoçar e correr para a sede da Escolegis, onde ia rolar a oficina. Turma boa, com uns 12 meninos e meninas da UERR e do ensino médio. Tudo correndo muito bem, com explicações e uma atividade de redação, até a hora de criar os blogs de cada um.

Justo aí, no segundo tempo deste jogo de realidade e ficção, a internet travou e não abriu o Blogger nem o Wordpress. Abri tudo na web, menos essas duas plataformas. Para fechar a rodada, faltou energia. Ainda bem que a turma levou tudo no bom humor e se contentou com imaginar, levados pelo meu relato, como se faz uma postagem de texto, foto, link e vídeo. Enquanto falava, lembrei dos relatos do povo que cursou jornalismo no começo da UFRR: como não havia máquinas para manusearem, ficavam apenas vendo os desenhos feito nos quadro representando as peças e os ajustes.

O Rock na Floresta 3 durou dois dias. O fechamento foi com shows de rock. Os músicos mandaram muito bem: Onore representou São João com seus covers de pop-rock e a turma da Hathor's colocou o povo para pular com as canções da Pitty (um salve à vocalista, mirradinha de tamanho, mas uma gigante no controle do público).


 Banda Onore (foto Tana Halú)



Hathor's (foto Tana Halú)


Banda Iekuana  (foto Tana Halú)




 A galera da Iekuana subiu no palco às duas da madruga e mandou, excetuando uma d'O Rappa, só composições próprias. Puta show dos caras, encerrando uma boa noite de rock na terra onde o forró e o brega dominam ruas, restaurantes e qualquer espaço onde possa ser ligado um aparelho de som.

Rock na Floresta fechado, vamos agora preparar a mostra Vídeo Índio Brasil 2010. Só que isso é tema para outra postagem.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sesc Roraima anuncia seu prêmio literário


A festa literária será nesta quinta, 10 de junho, às 20h, no Teatro Jaber Xaud (Sesc/Mecejana).

A proposta do prêmio é selecionar textos inéditos, escritos em língua portuguesa, por autores brasileiros ou estrangeiros residentes em Roraima, nas categorias poesia e conto.

O resultado será divulgado no dia 10 de novembro, durante a XX Feira de Livros do Sesc RR. Os textos selecionados serão publicados numa obra denominada Coletânea de Poesia e Conto. Os autores receberão placas, certificados e 15 exemplares da obra para cada um. 

Nesta quinta também serão lançados o Prêmio Sesc de Literatura 2010, do Departamento Nacional. A ficha e o regulamento do prêmio estadual estarão disponíveis nas biblitecas Afonso Rodrigues (Sesc Centro) e no Sesc Mecejana.

Pra quem tem pressa, o regulamento está inteirinho no blog Cultura de Roraima, recém-inaugurado aqui.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Bibliotecas do Norte são as que menos emprestam livros no País

O texto é do Ministério da Cultura, com alguns cortes meus.

O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais mostra que, em 2009, 66% dos municípios do Norte do Brasil possuíam ao menos uma biblioteca aberta, o que corresponde a 310 bibliotecas em 298 municípios. Em 23% dos casos na região, as BPMs ainda estão em fase de implantação ou reabertura e em 11% estão fechadas,extintas ou nunca existiram. Considerando apenas aquelas que estão abertas são 2,01 bibliotecas por 100 mil habitantes.

A região tem a menor média de empréstimos de livros (90/mês) e tem acervo médio entre 2 mil e 5 mil volumes (45%). Apenas 20% das BPMs possuem computador com acesso à internet e somente 15% oferecem este serviço para o público. Os usuários frequentam o local apenas duas vezes por semana e utilizam o equipamento preferencialmente para pesquisas escolares

(75%). Quase todas as bibliotecas funcionam de dia (99%), de segunda à sexta (100%), algumas aos sábados (11%) e nenhuma aos domingos. No período noturno, 28% estão abertas aos usuários, índice superior à média nacional (24%). A maioria dos dirigentes das BPMs são mulheres (80%) e tem nível superior (55%).

No Norte, os frequentadores das bibliotecas municipais vão aos estabelecimentos para fazer pesquisas escolares (75%), índice maior que a média nacional (65%). Apenas 1% vai ao local para o lazer. O Amapá é o estado brasileiro onde o uso para pesquisas escolares é maior (91%). Por sua vez, os frequentadores de Roraima são os que mais vão às bibliotecas para
pesquisas gerais em todo o país (88%).
Os assuntos mais pesquisados nas bibliotecas da região são Geografia e História (87%); Literatura (72%); e obras gerais – enciclopédias e dicionários – (66%). Neste quesito, a resposta era de múltipla escolha e, portanto, a soma é superior a 100%.

Roraima tem a maior frequência do país

Segundo o levantamento, a média de visitas às BPMs na região Norte é de duas vezes por semana, atrás apenas do Nordeste (2,6 vezes/semana) e acima da média nacional (1,9).Roraima é a unidade da federação que tem a maior frequência às
bibliotecas no país (4,1 vezes por semana). Nos demais estados: Amapá (2,6/semana), Amazonas (2,3/semana), Pará (2,1/semana), Rondônia (1,9/semana), Tocantins (1,8/semana) e Acre (1/semana).

Média do acervo é de 2 mil a 5 mil volumes

As BPMs do Norte têm acervos entre 2 mil e 5 mil volumes (45%), acima de 10 mil (9%), entre 5 mil e 10 mil (21%) e abaixo de 2 mil (25%). Na região, o Acre é o estado com maior quantidade de bibliotecas com volumes superiores a 10 mil (20%).
O acervo da maioria das BPMs da região é constituído por doação (80%).

Média mensal de empréstimos de livros é a menor do Brasil

O Norte tem a menor média de empréstimos (90/mês), bem abaixo da nacional (296/mês) e das demais regiões: Sudeste (421/mês), Sul (351/mês),Centro-Oeste (157/mês) e Nordeste (118/mês).

O estado do Acre lidera o ranking regional neste quesito (133/mês). Por outro lado, o Amapá tem o menor índice na região (11,7/mês). Em Tocantins são 43,5/mês, Roraima são 74/mês, no Pará 117,9/mês, Rondônia 121,5/mês e Amazonas 122,4/mês.

Poucas BPMs oferecem serviço para pessoas com deficiência

Apenas 3% das BPMs oferecem serviços para deficientes visuais audiolivros, livros em Braille, etc), índice inferior ao nacional (9%). No caso dos serviços especializados para surdos-mudos, deficientes mentais ou físicos, o índice sobe para 4%, enquanto a média nacional é 6%.

Mais BPMs funcionam à noite que a média nacional

À noite, 28% das BPMs estão abertas, índice superior ao nacional (24%). Todos os estabelecimentos funcionam de dia, de segunda à sexta (100%). Mas a pesquisa mostrou também que 11% abrem aos sábados –abaixo da média do país (12%) - e nenhuma aos domingos.
Entre os estados da região, o Acre é o que tem mais estabelecimentos que funcionam à noite (60%, segundo melhor índice nacional).

Norte tem menor índice de bibliotecas com acesso à internet do país

Na região, apenas 20% das bibliotecas têm internet, índice abaixo do nacional (45%). Trata-se da menor média no país. Em apenas 15% das BPMs os usuários têm acesso à rede, número inferior à média brasileira (29%).

Roraima é o estado do Norte onde o maior número de bibliotecas tem internet (50%).


 

Região tem poucos funcionários nas bibliotecas

O levantamento mostra que 80% dos dirigentes das bibliotecas são mulheres – índice inferior ao nacional (84%). A maioria dos dirigentes tem nível superior (55%), índice próximo à média nacional (57%). O Norte tem 4,5 funcionários – acima da média nacional (4,2). Amazonas é o estado da região com mais funcionários por bibliotecas (6,8).


Para ver todos os dados das regiões, visita o site do Ministério da Cultura

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Livro Eletrônico: alerta escritores

Escrito por Ademir Assunção*

Saiu matéria na Folha de São Paulo sobre o livro eletrônico, que começa a entrar no mercado editorial brasileiro. O texto diz que os livros nacionais ainda são pouquíssimos no formato eletrônico. Por quê? Eis o trecho que mais interessa a nós, escritores: “O livreiro é um dos que defendem que o maior nó no mercado é a rediscussão dos direitos autorais. ‘O medo está aí. Isso vai inundar o Judiciário’”. O livreiro é Pedro Herz, dono da rede de livrarias Cultura. (grifo meu).

Nem todo mundo sabe, mas os autores ganham apenas 10% do preço de capa de cada livro vendido. 10%. Os outros 90% ficam com editoras, distribuidoras e livreiros. 10% é o padrão. Mas há editoras que chegam a pagar 3%. Quando falo isso para leitores que não fazem a menor idéia como funciona a remuneração de direitos autorais no Brasil, muitos ficam espantados, outros indignados.

A entrada do livro eletrônico é uma ótima oportunidade para os autores rediscutirem seus direitos autorais. Ouçam bem: é uma ótima oportunidade. As grandes livrarias já estão pressionando as editoras para venderem livros de seus autores em formato eletrônico. As editoras já estão procurando os autores para assinarem adendo aos contratos autorizando a venda em formato eletrônico.

Conversei com um advogado especialista em direito autoral essa semana. O livro eletrônico foi um dos temas da conversa. Perguntei a ele o que os autores devem fazer em relação às autorizações para comercialização do livro eletrônico. Ele foi claro e taxativo: “Enquanto não redefinirem a remuneração dos direitos autorais, não assinem. O livro eletrônico não tem custos que justifiquem manter os direitos autorais em apenas 10%”.

A matéria da Folha diz que os representantes de cada setor da cadeia produtiva do mercado editorial já estão discutindo a questão. Eu pergunto: quem representa os escritores nessas discussões? A Academia Brasileira de Letras? A União Brasileira dos Escritores? Algum escritor foi procurado para se manifestar?

O advento do livro eletrônico vai provocar grandes mudanças no mercado editorial. Entre outras coisas, vai diminuir os custos de produção dos livros e também os custos de venda pelas livrarias. Tanto escritores, quanto editores, podem fazer vendas diretas em seus sites, a custos quase zero. Essa é uma boa alternativa caso não haja acordo justo em relação ao pagamento de direitos autorais. A pressão vai ser comercial. Em resumo: há todas as condições para o preço do livro diminuir bastante (vantagem para os leitores) e o pagamento de direitos autorais subir bastante (vantagem histórica para os escritores).

Por isso, está dado o alerta: escritores em geral: não sejamos bobos. Não assinemos nenhum contrato enquanto não houver uma discussão aberta sobre direitos autorais de livro eletrônico e um acordo justo. Não caiam na balela de que estamos nos tempos de “quebra de autoria, compartilhamento de informações”, argumento que está sendo utilizado por alguns comerciantes de livros. Eles não vão “compartilhar” nossos livros. Eles vão vendê-los.

Alguns editores já compreenderam a necessidade dessa discussão com seus autores. Já perceberam que se marcarem touca vão beirar a falência, como aconteceu com as gravadoras. São poucos. E provavelmente vão tentar acordos individuais com os autores.

Eu vejo a grande oportunidade de tomarmos uma decisão coletiva. Uma decisão dessa forma vem com muito mais força. Podemos fechar um acordo que beneficie a todos. É uma oportunidade única.

É uma oportunidade única para os editores e livreiros também mostrarem que se preocupam de fato com os autores, que os vêem de fato como “parceiros” (termo da moda).

Alguém aí já se deu conta que na “cadeia produtiva do livro” (outro termo em moda), o único que não é profissional (no sentido de viver do seu trabalho) é o escritor? O livreiro é, o distribuidor é, o editor é, o gráfico é, o balconista da livraria é. Menos aquele que produz a matéria-prima para o trabalho de todos os outros da tal “cadeia produtiva”.

Pensem bem nisso. Caso não haja acordo justo, nada impede que num futuro muito próximo os próprios autores se organizem, criem uma editora virtual, e vendam seus livros diretamente, ganhando 80, 90% de direitos autorais.

Peço aos que entenderam o que diz esse texto que se manifestem. Que passem adiante. Que republiquem em seus blogues. Que discutam nos bares (não é assunto “chato”, não. Diz respeito ao nosso trabalho). Que ampliem essa discussão e pensem formas de partirmos pra ação.

É a hora.

Ademir Assunção é poeta e jornalista, membro do Colegiado Nacional da Literatura, Livro e Leitura e integrante do Movimento Literatura Urgente

publicado no blogue espelunca: http://zonabranca.blog.uol.com.br/

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A poesia do Poetinha, grátis, para todos

É um post com cara de tuitada: 15 livros de Vinicius de Moraes estão disponíveis para serem lidos de graça na Biblioteca Brasiliana. É só clicar aqui e escolher qual obra você vai baixar.


 

Além disso, é possível conhecer um pouco do contexto de cada publicação.

Corre então. Vai ler poesia.

domingo, 11 de abril de 2010

Resultado do I Concurso Cultural do Coletivo Caimbé

Finalmente saiu o resultado do I Concurso Cultural do Coletivo Caimbé, uma parceria nossa com o poeta catarinense Rubens da Cunha. Nosso amigo lá das bandas do sul bateu o martelo ontem à noite e nos comunica de sua decisão no texto abaixo, transcrito literalmente para que não haja dúvidas sobre a lisura do processo. Vamos a ele:

Bom, primeiro o poema original


nada corroer


nesses dias


tímidos



a solidão


- animal inapto -


esquiva-se




--


Olhando os 3 poemas, fico com esse:



nada corroer


nesses dias


tímidos



a solidão


- animal inapto -


esquiva-se




e a lua


- do nudismo adepta -


exibe em prata a pele crua.


--
Gostei porque mantém a sonoridade, brinca com o inapto/adepto, e faz uma aliteração no verso final, que é algo que eu pratico bastante.


Abraços e obrigado pela brincadeira. Adorei.


Rubens


........................


Voltando: o poema escolhido por Rubens é de autoria de Eli Macuxi. Em maio vamos fazer outro concurso, desta vez sorteando o livro “Um brinde a três amigos”, do poeta paranaense Nilton Bobato. Visite-nos sempre e acompanhe nosso perfil no twitter para saber das novidades.


Ah, antes que esqueça: parabéns, Eli Macuxi!


E parabéns aos demais participantes! Rubens decidiu mandar-lhes um exemplar do livro Vertebrais. Para isso, enviem mensagem para o e-mail coletivocaimbe@gmail.com, contendo nome completo, endereço e perfil no Twitter para checar os conformes.

sexta-feira, 26 de março de 2010

I Concurso Cultural do Coletivo Caimbé

O título é sugestivo, né? Mas não se trata de um concurso com todas aquelas regras e obrigações para os participantes.

É mais uma brincadeira literária feita em parceria com o poeta catarinense Rubens da Cunha, que nos mandou um exemplar de seu Vertebrais, um livro-objeto/caixa-poema recheado de bons versos e estupendas ilustrações que agora vão alegrar a casa dos leitores deste blog.




Se quiser ler sobre a obra, clica aqui. Vais ver que o negócio é bom.

Para receber na faixa o exemplar da caixa-poema, o nobre leitor deverá cumprir três tarefas/condições bem simples. Vamos a elas:

1. Seguir o perfil do Coletivo Arteliteratura Caimbé no Twitter. Para quem ainda não segue, é este: @coletivocaimbe;
2. Morar em Roraima há mais de um dia (Não é discriminação com os queridos que acessam de fora, é apenas a facilidade de entregar diretamente à pessoa sem custos extras);
3. Complementar com três versos o poema de Rubens que segue logo abaixo. O complemento deve ser deixado na caixa de comentários do blog. Para quem ainda não achou, tem escrito “Comments” nela.


O próprio poeta vai julgar os versos complementares. O resultado será tuitado no dia 10 de abril (prazo prorrogado em quatro dias a pedido de alguns tuiteiros).

Então é isso, bem-vindo ao I Concurso Cultural do Coletivo Caimbé. O próximo, já deixando o pessoal preparado, vai sortear três exemplares de literatura de cordel. As regras serão ainda definidas.

Olha aqui o texto do Rubens e não esquece de seguir o @coletivocaimbe. Boa sorte!


nada corroer
nesses dias
tímidos

a solidão
- animal inapto -
esquiva-se

e... (continue aqui com os três versos)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Palavras da Eli

Conhece a Eli, a Eli Macuxi? Não? Ela esteve na celebração do Dia Nacional da Poesia e declamou, declamou, declamou. E aí fui no blog dela e nenhuma linha sobre isso.
Cutuquei e a poeta fez um textinho. Sobrou até um elogio a este blogueiro.


Lê aqui.


terça-feira, 23 de março de 2010

170 livros para leitura gratuita na internet

A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo disponibiliza 170 títulos da Coleção Aplauso para leitura gratuita na internet.

A coleção reúne biografias de artistas, cineastas e dramaturgos, além de roteiros de cinema, peças de teatro e a história de diversas emissoras de TV.


Os livros podem ser lidos diretamente no site ou baixados na integra nos formatos pdf e txt.

Entre os títulos estão A Cartomante (Wagner de Assis), Teatro Brasileiro de Comédia (Nydia Lícia), Cabra-Cega (Di Moretti) e Salve Geral (Sergio Rezende e Patrícia Andrade).


Acesse o link acima, baixe e divulgue.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Coletivo promove mostra de curtas de animação em Alto Alegre


O Coletivo Arteliteratura Caimbé promove nesta quarta-feira (28) uma mostra de filmes animados no município de Alto Alegre, a 89 km de Boa Vista. A atividade faz parte do DIA 2009 (Dia Internacional de Animação), realizado simultaneamente às 19h30 em quase 500 cidades pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA).




Para realizar a exibição, o Coletivo Caimbé conta com a parceria da Prefeitura de Alto Alegre, do Centro Regional de Ensino e do Sesc Roraima. Esta é a sexta edição nacional do evento e a primeira vez em que é realizado no interior do Estado.

“Vamos passar os filmes quatro vezes. À tarde estaremos na escola estadual Geraldo Pinto, apresentando a mostra infantil e adulta e os curtas para deficientes auditivos. Às 19h30, conforme a programação nacional, exibiremos no Centro Regional de Ensino as animações para os alunos do pólo da Universidade Aberta do Brasil”, explica o artista plástico Tana Halú, um dos responsáveis pelo evento no Estado.




Entre os objetivos do DIA 2009 está a formação de novas platéias, a integração e a motivação do público de cinema no país. O Coletivo Caimbé decidiu fazer parte dessa movimentação nacional após análise sobre a demanda por ações culturais no Interior de Roraima.

“Entendemos que podemos levar nossas atividades para os municípios sempre e quando haja parcerias que garantam a sustentabilidade das ações. Alto Alegre mostrou-se disposto a contribuir com isso, o que possibilita essa vitória que é levar filmes de qualidade para a comunidade”, afirma a gestora cultural Zanny Adairalba.
Fotografias e textos falando sobre como foi a mostra serão publicados posteriormente aqui no blog do Coletivo e no site oficial do evento.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Circuito 13 reúne cerca de mil pessoas no 13 de Setembro

Escrito por Luiz Valério
 
O Circuito 13, evento comemorativo ao aniversário do bairro e da escola 13 de Setembro, realizado na noite de domingo (13), na Praça dos Oleiros, foi um grande sucesso. Apresentações de capoeira, hip-hop, rap, rock, exibição de filmes regionais, participação da fanfarra da escola e uma exposição de poesias deram o tom da noite. 
Com uma programação cultural bem diversificada, os moradores do local puderam viver um momento de lazer e conhecer os talentos da própria comunidade. A promoção do Circuito 13 foi uma ação conjunta da banda Iekuana e do Coletivo Arteliteratura Caimbé.  Aproximadamente mil pessoas participaram da festa.
O grupo de capoeira Raízes do Brasil abriu o evento mostrando muita ginga. Em seguida se apresentou a fanfarra da Escola 13 de Setembro, que tem apenas sete meses de existência. Na sequência, o grupo Angola Palmares entrou em cena mostrando seu estilo de capoeira. Essas atrações iniciais serviram para chamar a atenção dos moradores que aos poucos foram chegando e se integrando ao Circuito 13.
Um dos momentos mais prestigiados da festa foi a apresentação da Gangue do Rap, que veio do bairro Nova Cidade para prestar uma homenagem aos moradores do 13. As letras de rap cantadas pelos MCs Tiago e Frank empolgaram quem estava presente. Eles cantam os problemas da periferia e a negligência da elite e do poder público local. Outro momento que encheu os olhos do público foi o grupo Nação Hip-Hop, com uma bela demonstração de dança de rua.
As atrações que fecharam o Circuito 13 foram as da banda Iekuana e A Coisa. A banda Iekuana é composta por Stallyn Buckley (vocal), Avinash (guitarra), Dant Aliguieri (baixo), Rhayder (guitarra) e Jamil (bateria). Todos os integrantes do grupo musical nasceram e foram criados no bairro 13 de Setembro. As músicas da banda retratam a realidade do bairro e protestam contra a violência e os desmandos políticos. 



Para Rhayder, o Circuito 13 foi um dos momentos mais importantes da sua vida, pois teve o prazer de comemorar o crescimento do bairro que o viu nascer e crescer. “Eu estou muito feliz mesmo. Muito obrigado a todos”, disse. O vocalista Stallyn lembrou que o 13 é um bairro esquecido e que as autoridades precisam dar mais atenção àquela comunidade.
O cineasta roraimense Thiago Briglia, autor dos documentários “Nas trilhas de “Makunaima” e “Roraimeira” exibidos na noite de domingo, esteve presente no evento e falou ao público sobre o processo de produção dos filmes. Também foi exibido no ônibus do Cine Assembléia, projeto da Assembléia Legislativa de Roraima, apoiadora do Circuito 13, o filme “Dívida sangrenta”, do cineasta Alex Pizano. Este também é um talento roraimense que se dedica à sétima arte. 
Preocupado com a violência que assusta a periferia de Boa Vista, Frank Alves, o MC Frank da Gangue do Rap, disse que é preciso pensar no futuro para construir uma realidade melhor. Ele e seu parceiro musical, Tiago, usam as letras de rap para denunciar o caos social existente nos bairros mais carentes.
Convidados a participar do Circuito 13, Tiago e Frank deixaram a sua mensagem e disseram ter sido um momento muito feliz poder se integrar na festa de aniversário do bairro.  
Para realizar o evento, o Coletivo Arteliteratura Caimbé e a banda Iekuana contaram com o apoio da Folha de Boa Vista, Rádio Monte Roraima FM, Prefeitura de Boa Vista/Fetec, da Assembléia Legislativa e da Codesaima.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E deu certo, muito certo

Fazer a produção de eventos definitivamente não é tão fácil e prazeroso quanto geralmente é simplesmente assistir a um evento.


É pré-produção, produção e pós-produção que não acaba mais. É cronograma com as atividades listadas, divisão de tarefas, providenciar aquilo e aquilo outro, trabalhar feito louco no dia e não poder sentar para desfrutar na calma do espectador.


Tudo isso vale a pena se no final dá tudo certo. E no nosso caso, deu muito certo o show beneficente Canto Solidário. O Coletivo Arteliteratura Caimbé conseguiu
arrecadar R$ 2.230 para ajudar no pós-operatório do bibliotecário Roberto Carlos Cunha e seu filhotinho de três anos. A grana foi depositada na manhã desta segunda (14).


O show não teria sido realizado sem a colaboração dos artistas, das
empresas, instituições e pessoas que de uma foram ou outra contribuíram para o movimento.


A lista dos engajados, mais uma vez, para reforçar o agradecimento:

Artistas:

The Masc (grupo de dança de rua)

Claudio Moura (voz e violão)

Claudia Lima, acompanhada de Claudio Moura


André Lobo (voz e violão)


Magoozaia (voz e violão)


Halisson Crystian (voz e violão)


Banda Capitão Kaverna


Banda Mr. Jungle


Banda Iekuana


Banda Uzina, que mudou de nome para Chance e Revanche


Banda Guy-bras


Declamadora Vânia Coelho


Fotógrafo expositor Tana Halú, que também é do coletivo.



Empresas e instituições

Estúdio Parixara


Gráfica Real


Fetec (Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura de Boa Vista)


Comercium Empreendimentos


Arte Foto Hora


Foto Alegria


Rádio Tropical FM (94,1)


Rádio Monte Roraima FM (107,9)


Guaraná Mania


Loja do Ciclista



Pessoas que também ajudaram



Gilson Guarabyra, publicitário que produziu o spot

Marcelo Seixas, que fotografou os artistas


Taira Guerreiro, que fotografou a platéia e os bastidores da festa


Pedro Alencar, que filmou o show


Família Cyneida, Camila e Guilherme Correia, que ajudou na
divulgação e venda de
bebidas


Funcionários da Fetec e Ministério Público Estadual que ajudaram a

vender ingressos antecipados

O ilustrador Marcelo Santa Isabel e os contadores de histórias Marcos
e Moacir Du Monte, que deram apoio durante o show

Alex Pizzano e Paulo Thadeu, galera gente fina em cujo nome
agradecemos ao Sesc Roraima

Sangela Saito e seu namorado Paulinho, que perderam todo o show para
ficar na portaria vendendo ingressos

Lay Adairalba, pela força na venda de bebidas


Galera da empresa de sonorização Rickson, que deixou o som rolar além
do tempo do contrato

Os irmãos Natanael e Sidney de Lima Ferreira, que mobilizaram uma boa
turma nesse processo todo

Tarcísia Santos, que ajudou na arrecadação dos ingressos vendidos


Jamil Abensour, da banda Iekuana, que emprestou sua bateria



Pessoal que ajudou a divulgar:


jornais Folha de Boa Vista e Roraima
Hoje;

sites Roraima em Foco, Jornal do Rádio, Portal Amazônia, Fonte
Brasil e
Overmundo;

blogs do Marcelo Perez e do Fórum Permanente de
Cultura de Roraima;

rádios Roraima 590 AM, Tropical 94,1 FM, Monte
Roraima 107,9 FM;

TVs Roraima/Globo e Ativa.

Se esqueci de alguém é
que não vi/ouvi/li.

Sem essa turma toda e alguns outros que possivelmente estou deixando passar, o evento não teria saído. O Coletivo Caimbé, como foi dito em várias entrevistas, apenas catalisou a boa vontade desses roraimenses, tornando a ação uma realidade.


Muito obrigado e vamos continuar torcendo pela recuperação plena dos Cunha.

sábado, 11 de julho de 2009

Visite livrarias



Você tem visitado livrarias nos últimos dias? Se não tem, tire um pouco do seu tempo e visite um desses templos da cultura contemporânea. Livrarias são um bom lugar para passar tardes vasculhando títulos interessantes, lendo, tomando um bom café ou chocolate quente ou mesmo acessando a internet. Garanto que é melhor lugar para navegar na web do que em lan hauses barulhentas. Existem várias livrarias com cybercafé onde você pode surfar pela rede mundial de computadores tranquilamente. Eu visito costumeiramente livrarias. Passo tardes inteiras pequisando títulos, lendo e conversando com pessoas que tem hábitos parecidos com os meus. Também é uma forma de socialização, além de ser um ambiente propício a concepção de boas idéias para produção de textos, se você é uma pessoa que gosta de escrever. Trata-se, enfim, de um bom investimento do seu tempo. Pode acreditar.

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